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Blog do Phelippe Duarte
 


SUICÍDIO

O filho mais velho de Leonildo Alves empresário e poeta de Imperatriz, suicidou-se pela manhã. Os motivos ainda não são conhecidos mas a tristeza toma conta da família pelo episódio inesperado. Artur era um cara gente fina. Que Deus tenha piedade de sua alma e dê o caminho que ele não achou aqui na Terra,para algum lugar que ele necessite.

Reproduzo uma crônica sobre suicídio,publicada ano passado:

 

CORAGEM DENTRO DA FALTA DE CORAGEM

 

O que significa realmente o fim da vida? O fim da vida,mesmo estando vivo? Existem pessoas que morrem mesmo vivas. E o maior temor não é a fraqueza,mas sim a coragem de terminar consigo mesmo.

Em tese,somos carregados por nossas almas. Elas nos vestem e vagamos como grãos de areia,na multidão do deserto. Se ocasionarmos o nascer da água,isto dependerá das atitudes,da predisposição que temos a escolher em que porta devemos entrar e qual regador servirá para molharmos e fazer florir o deserto que às vezes nos encontramos. As situações que nos deparamos,sejam em forma de problemas ou felicitas,esperam sempre o que podemos fazer diante a tormenta. Quem tem força extra,quem tem base no coração,consegue resolver sem precisar perder-se. Quem é fraco,tem a coragem de ter coragem,para despir a alma, e deixá-la livre,em busca da paz que não teve aqui na Terra. Esta coragem infeliz,nos levou grandes seres humanos. Getúlio Vargas, que saiu da vida para entrar na história,sem ter percebido,que não precisava ter tirado a vida,pois antes,já tinha feito a própria história e contribuído com a mesma. Hitler nos fez um favor. E para não citar outros,fica a vaga impressão que a saída final para alguns é a resposta para o fim de um tormento. O fim que gera outro fim.

Pendurado em uma sabedoria infeliz que lhe julga ser suficiente,o corajoso tem nos dedos dos pés,a vontade de pular para o precipício imaginário que vê. Mas o que o empurra,são problemas que nem todos conhecemos.Nem mesmos,os mais próximos. Que próximos,deveriam estar ali,para evitar a coragem covarde em relação à vida. É de se espantar e chocar,mais do que um assassinato banal, alguém trancar-se e tirar o próprio sopro do coração. É de derramar lágrimas,não pela perda,mas pela atitude desnecessária.Mas desnecessária para quem? Para nós? Para quem foi,deveria ser útil buscar calma e paz em outro lugar.

Vicent Van Gogh, um dos maiores pintores da história,levou-se à eternidade com um tiro no peito,após pronunciar a última frase: “ A tristeza durará para sempre”. Esta frase revitaliza uma verdade que poderia ser improcedente,mas de todo mal,surge como realidade. Significa a frase de todos os corajosos que aderem à causa do fim que gera o fim. A tristeza continuará para sempre,porque não houve a procura da felicidade. E sem felicidade,sem o amor,sem a fé, a coragem nefasta para o fim reina. O amor salva, liberta.Sem o amor de quem queremos, nos sentimos sozinhos. Porém,o que não é considerável como motivo,pois somos amados sim,na plenitude de quem realmente merece nosso amor. Neste merecimento,é onde mora a surpresa,dentro do porque da incompreensão.Da revolta emocional,da loucura, da sofreguidão. Meu coração absorve em repúdio,minha alma se esconde. A razão não explica a obviedade. E neste instante de tremor entre a vida e o limiar de desistir da mesma, o que há de pensamento na mente vazia? O que se passa na cabeça da pessoa? Será que nunca por ali,em questões de segundos,lá no fundo da mente,não veio a formação da frase: “ Será que preciso fazer isso?” Talvez,venha. Mas venha tarde demais,sem perceber que foi tarde demais.

É dolorido e a situação é uma eterna indagação. Uma pessoa com uma personalidade forte,mas fraca,aos sentimentos mais simples da vida,pode ir embora sendo mandada por si. Uma pena. Desta forma,Van Gogh acertou. A tristeza durará para sempre,para nós,chocados pelo adeus amordaçado,e para quem foi,no silêncio de seu sofrimento.

 

Phelippe Duarte

 



Escrito por Phelippe Duarte às 11h32 AM
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Escrito por Phelippe Duarte às 11h50 AM
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Escrito por Phelippe Duarte às 11h47 AM
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Partido Coração

 

Estou em órbita

Movimentos cruéis

Papeis escritos com sangue

Mancham meu país

O povo está em óbito

 

Assinam nepotismo

Chamam de corrupção

Num leilão de almas partidas

Meu partido é meu coração

 

Mágoas em versos

Forçam uma rebelião

Correntes de greves

Não funcionam mais

E a paz...?

O que sobrou da paz?

 

 

É preciso guerra

Para se ter paz

É preciso sangue

Para se viver mais

 

Meu amor

Esconda as urnas

As cinzas da nação pedem socorro

Ao partido,meu partido coração!

 

 

Phelippe Duarte



Escrito por Phelippe Duarte às 04h56 PM
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HAHAHAH



Escrito por Phelippe Duarte às 04h36 PM
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TECNOLOGIA: UMA DROGA NECESSÁRIA

 

Vocês são uns viciados.Eu sou um viciado. A internet é uma cocaína.A energia é uma heroína.O celular é um cigarro. Todo mal tecnológico é um bem que se faz a si. Eu uso cocaína todos os dias.O tempo inteiro.E você também.A heroína é que faz você usar a cocaína. O cigarro,você usa causalmente ou intensamente,durante o dia. Segunda-feira passada em Imperatriz, e com as diversas paralisações de celulares e internet,foi mostrado que nós precisamos de uma clínica de reabilitação para dependentes tecnológicos. Reabilitar- nos,para a preparação de um caos,de um estrondo. Para uma tempestade,que pode derrubar os fios dos postes,os transformadores e acabar com tudo o que conhecemos de luz,fora o Sol. O apagão da cidade,foi uma luz em nossas vidas.

Segunda-feira, 21h e 15 min. A cidade se apaga e pára ao mesmo tempo. Não se via um metro de vista a frente. Nas ruas, os carros saiam desordenados de casa,das faculdades ou ainda do trabalho. Estávamos todos cegos. Cegos pelo que nós inventamos e não conseguimos controlar quando queremos.

Voltamos à comunicação da escrita. Onde ao menos,a escrita era a informação mais vista,mais comentada. Não há televisores nem internet,pois não há energia.A única luz vem do sinal de fumaça dos índios,sinal que nós não aprendemos porque o celular de R$ 89,90 nunca falharia. A operadora que funciona,é a do iglu do esquimó.Para mandar minha carta,espero a pomba branca passar. O mundo não está um caos. Só voltamos para o início,para onde a grande invenção,ainda era a lâmpada elétrica,de Thomas Edison. Olhe para os lados agora. Olhe seus equipamentos eletrônicos. Se um dia tudo parar,você vai fazer o quê? Dependente tecnológico como somos,seremos obrigados a reviver e a reinventar o que nós nos desacostumamos a ter. Eu,se não tiver um computador,e for escrever à mão,nem saberei o que estarei dizendo. Minha letra é péssima,resultado de muitos anos teclando e perdendo as digitais,esquecendo as origens,de onde vim,da onde comecei a escrever. Muitos até dizem que deveria ser médico.Se médico fosse pela pior letra,eu seria aclamado mundialmente.

Imperatriz teve seu sufoco no trânsito.Se normalmente,com energia e funcionando,os sinais de trânsito não conseguem colocar ordem,imagine desligados. Vi carros atravessando sem respeitar as avenidas principais. Motos disputando em velocidade com carros. O trânsito daqui é um formigueiro. E sem a açúcar-energia,fica pior.

A nossa dependência na droga tecnológica é necessária. Somos obrigados a usar a tecnologia que facilita nossas vidas pessoais e profissionais.Nos tornamos mais cultura,mais conhecimento,mais globalizados. E menos humanos. Robóticos de uma era que ainda está nascendo.Ainda não vimos nada. O que foi considerado de última geração nos anos 60,70,80 e 90,hoje são lixos. Como amanhã, serão lixo as inovações de hoje. É uma droga que não pára. Sadia? Quando usada no limite da necessidade. Prejudicial?Quando perdemos o controle do nosso vício e esquecemos das coisas mais simples da vida.

Não sou contra a tecnologia. É um acervo de informações ilimitado. Apenas precisamos refletir, se o caos que se estabeleceu segunda-feira em Imperatriz,poderá acontecer de forma mais explosiva.

O jornal sobrevive no meio de tanta tecnologia. Não há um computador que tire o prazer de ler um jornal pela manhã. Ou o viciado que me lê agora,está na frente de um computador tomando café?

 

Phelippe Duarte



Escrito por Phelippe Duarte às 04h32 PM
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